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  • Thiago Giglio | Playfirst

Cidade inteligente (e feliz)?


Todo mundo sabe que para entender o comportamento de consumo de qualquer público e oferecer oportunidades relevantes a ele, é de suma importância obter informações apuradas e atualizadas sobre seus hábitos. Não por acaso, nos últimos anos, fala-se tanto do big data, um grande impulsionador de medidas que regulam e permitem empresas e governos resgatarem cada vez mais dados, insights e respostas sobre onde, como, quanto e o que fazemos.


Mas isto não tem nada de novo. A não ser quando alguma startup dá um passo à frente e cria novas possibilidades, as quais podem facilmente ser utilizadas para melhorar as condições de Felicidade de uma população inteira. Sim, as condições!


É o caso da Limestone Network, sediada em Cingapura e que iniciou um projeto piloto chamado “Smart City” – a cidade inteligente que se baseia em blockchain. Cerca de 190.000 cidadãos e 10.000 estabelecimentos comerciais de Phnom Pehn City Center - Camboja, receberão um cartão Limestone que dará acesso a edifícios, espaços pela cidade e transações feitas sem dinheiro.



Todo dado e transação acumulados através do uso do cartão, serão agregados ao blockchain da cidade inteligente para ajudar a planejar futuros desenvolvimentos e auxiliar na aglomeração de pessoas, níveis de poluição do ar, congestionamentos, melhores vias de acesso e até classificar o crédito pessoal de cada usuário.


Este projeto traz à tona o quão valioso é construir uma rede de dados compartilhada para desenvolver estratégias associadas ao desenvolvimento urbano e social com foco no bem-estar e Felicidade coletiva.


Smart City é daqueles projetos que podem ir além, ajudando na identificação dos gaps de qualidade de vida da cidade. Ao cruzar o comportamento de curto e médio prazo dos usuários com soluções que potencializem as condições de Felicidade de cada área urbana.


Exemplo: ao identificar em determinado bairro o início de crescimento das transações de medicamentos ligados à respiração ou alergias, pode-se imediatamente traçar uma estratégia de redução dos níveis de poluição do ar naquela área, promovendo ofertas ligadas ao uso de transportes de energia limpa, como bicicletas ou patinetes. E a médio prazo, compreender se determinadas áreas necessitam de mais parques ou ambientes verdes. Uma medida que impulsiona indicadores do domínio de Meio-ambiente do FIB (Felicidade Interna Bruta).



Outra situação interessante: cidadãos que caem na classificação de crédito costumam reduzir seu acesso e cuidado à educação e saúde. A rápida identificação deste público oferece a oportunidade de desenvolver medidas públicas direcionadas, a fim de promover condições que evitem quedas maiores dos indicadores destes dois domínios do FIB e um possível impacto sócio-econômico de longo prazo.


Smart City tem previsão de início de operações em 2022.

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